A nossa série de TOP 10 países que importam do Brasil chega ao seu último capítulo, trazendo finalmente o primeiro lugar do ranking, a China.

Quem acompanha o cenário econômico internacional já imaginava esse resultado, afinal o crescimento do país asiático no setor nos últimos anos foi avassalador.

Hoje, vamos entender as relações com o Brasil e o que fez a China se tornar nosso maior cliente no ano de 2019.

Relações entre Brasil e China

No início do século XX, Brasil e China já possuíam uma boa relação diplomática e comercial que foi crescendo ao longo dos anos, porém foi bruscamente interrompida em 1949, por conta da ligação do país asiático com a União Soviética, enquanto nós, estávamos aliados com os Estados Unidos ideologicamente, como falamos no artigo anterior dessa série.

As relações foram retomadas na década de 70 e foram crescendo continuamente, com destaque para consolidação durante o governo Lula, onde foi estabelecida uma relação econômica muito mais direta, culminando inclusive na formação do BRICS, bloco econômico com as economias emergentes.

A relação comercial cresceu exponencialmente depois disso, e em 2009 a China ultrapassou os EUA e se tornou o maior parceiro comercial do Brasil.

Em 2019, tivemos um superávit na balança comercial com a China de cerca de 28 bilhões de dólares, pois exportamos cerca de 63 bilhões de dólares em insumos ao nossos parceiros.

Dentre os produtos exportados, o maior destaque vai para a soja, minério de ferro e óleos brutos de petróleo, que corresponderam, somados, a quase 80% dos insumos importados pela China do Brasil.

Apesar disso, é fato que o mercado chinês é capaz de absorver outros tipos de produtos e serviços, basta saber como encontrar a demanda certa e o parceiro adequado. Para isso, nossa assessoria especializada está de prontidão para te auxiliar nessa empreitada.

 

Início da Pandemia e Futuro

A pandemia do novo coronavírus surgiu justamente na China e isso impactou muito a economia do país, e consequentemente teve influência no seu comércio exterior também.

Porém, a reação foi rápida para conter a propagação do vírus, inclusive com lockdowns muito rígidos e até controversos por assim dizer.

Fato é, que hoje a situação da doença no país parece controlada e bem monitorada, o que permitiu que a economia chinesa começasse a ingressar na fase de retomada, inclusive registrando altas surpreendentes nas suas exportações.

Isso mostra como o gigante da economia tem fôlego para enfrentar até uma pandemia e ainda sim ter no horizonte perspectiva de crescimento financeiro.

Mesmo assim, o futuro econômico da China é incerto, pois além da pandemia ainda em curso, tem a famigerada guerra comercial com os EUA, o que deixa o mundo todo atento para saber o que virá nos próximos capítulos.

Enquanto isso, acreditamos que é importante estar atento as oportunidades que deverão surgir no mercado chinês ainda esse ano, e colocar no seu planejamento o objetivo de firmar parcerias com o país, afinal, por 10 anos consecutivos eles são os melhores clientes do Brasil e podem também ser do seu negócio.