Chegando nas posições finais do nosso ranking, vamos falar de um dos gigantes do comércio exterior e segundo maior parceiro internacional do Brasil segundo levantamento de 2019.

Hoje é dia de falar dos Estados Unidos, e os caminhos que o colocaram como segundo maior importador do Brasil.

Longa história

Não é de hoje que Brasil e Estados Unidos possuem boas relações comerciais e políticas. Os países sempre foram alinhados ideologicamente e no último século essa relação foi se consolidando também no aspecto comercial.

Embora nos últimos anos tenha se intensificado as relações políticas entre as nações, desde o século XIX já são bastante frequentes os encontros entre os líderes de ambos os países. D. Pedro II se encontrou com o então presidente Ulysses Grant, durante a abertura da Exposição Universal de 1876, e lá já discutiam sobre a possibilidade de firmarem acordos aduaneiros. E isso foi se repetindo durante o século seguinte e até os dias atuais, onde os Estados Unidos eram apoiadores do ingresso do Brasil na OCDE.

Contudo, isso foi antes da pandemia de Covid-19 que falaremos mais adiante.

Insumos que mais exportamos

No último ano (2019) os volumes transacionados entre os países foram significativos, com aproximadamente 60 bilhões de dólares em transações comerciais entre Brasil e EUA.

Exportamos cerca de 29,7 bilhões de dólares em insumos para os EUA e importamos 30 bilhões, o que representou um déficit na balança comercial de 374 milhões, porém, as cifras mostram como os países estão se relacionando entre si em termos de comércio exterior.

Dos produtos que mais exportamos para os americanos, estão produtos semi-acabados e outras formas primárias de ferro ou aço, celulose, óleos brutos de petróleo e café não torrado, ocupando as maiores fatias.

Ainda em 2020, as trocas comerciais vinham a todo vapor, até sermos atingidos pela pandemia do novo coronavírus.

Futuro e pós pandemia

Tanto Brasil como Estados Unidos foram grandes focos de propagação da Covid-19, o que tornou nebulosa as perspectivas para o futuro econômico de ambos.

Houve também um certo desalinhamento ideológico entre os governos, que foi se intensificando e no momento, não sabemos como será o desenrolar disso.

O que sabemos, é que devido as demandas americanas pelos insumos produzidos aqui, ainda são grandes, e independentemente das relações entre os presidentes, é seguro afirmar que ainda veremos boas oportunidades de negócios no futuro.

Até porque, apesar da pandemia, esse ano (2020) haverá eleições presidenciais nos EUA, e o quadro político pode mudar drasticamente, portanto ainda devemos aguardar o desenrolar desse cenário.

No mais, como vimos, comercialmente os Estados Unidos são bons clientes, então se sua empresa deseja buscar parcerias internacionais, é fundamental tê-los no seu radar de potenciais clientes. E para levantamentos mais precisos e oportunidades mais assertivas, conte com a nossa assessoria especializada e experiente.