O ano de 2019 foi intenso para nossos países vizinhos, crise na Venezuela, possível golpe de estado na Bolívia, manifestações populares no Chile e eleições na Argentina remontam um pouco do conturbado período aqui no cone sul.

A tendência das empresas e dos profissionais de comercio exterior é olhar longe, para a China, Emirados Árabes e afins, mas poucos dão a devida atenção ao nossos vizinhos, porém o mercado da América do Sul compõe uma parte significativa das transações comerciais brasileiras.

Para se ter uma ideia desses números, em 2019 exportamos aproximadamente 13 milhões de dólares e importamos 11 milhões, deixando um superávit de quase 2 milhões de dólares. Ou seja, não podem ser ignorados, nem muito menos esquecidos nos planejamentos para 2020.

Alguns pontos jogam a favor do mercado Latino americano, como já falamos aqui no blog sobre os modais de transporte, dependendo em qual estado sua empresa está localizada, você consegue operar transações com países que fazem fronteira, usando as rodovias e diminuindo custos com o transporte.

Como abordamos no artigo anterior, sobre as expectativas para 2020, as reformas propostas pelo Governo brasileiro podem impulsionar a nossa economia e de quebra puxar todo mercado sulamericano consigo. O México também tem apresentado um ligeiro, mas perceptível, crescimento que pode trazer mais volume de negociações para nosso continente.

Se o planejamento do Ministério da Economia for bem sucedido, os setores mais afetados pela última crise devem retomar fôlego e a geração de empregos é questão de tempo. Isso vai estimular o consumo e consequentemente trazer mais otimismo dos investidores, por isso especialistas acreditam que o Brasil terá o maior crescimento do cone sul neste ano.

A Colômbia também tem agradado os analistas que estimam um crescimento de 3% para o país, enquanto a Argentina ainda é uma incógnita, já que a postura do governo recém eleito tem desagradado os agentes do mercado.

Como também mencionamos antes, Venezuela e Bolívia ainda vivem um conturbado momento político, e o Chile sofre com manifestações pesadas que parecem longe de cessar, isso tudo impede qualquer previsão mais assertiva acerca do panorama econômico. Portanto, nos resta aguardar e torcer pelo melhor desfecho possível desses países.

Já o Uruguai, que vinha de décadas de crescimento, apresentou uma desaceleração em 2019, em meio às eleições. O Paraguai também veio de uma situação parecida, porém o seu crescimento na última década foi tão acima do esperado, que é normal essa queda apresentada em 2019, que antevê uma estabilização em 2020.

Ainda não estamos considerando os efeitos que o acordo Mercosul – União Europeia há de trazer para o bloco econômico, portanto as possibilidades são positivas apesar de toda a bagunça que vem acontecendo.

Contudo, é importante operar com cautela e analisar quais demandas o mercado latino-americano vai buscar esse ano e colocar sua empresa no momento certo para ter os melhores resultados. Em breve, vamos iniciar uma série identificando país a país do continente, oportunidades e riscos na hora de escolher um parceiro de negócios. Fique ligado.