Nos últimos 10 anos, a balança comercial entre Brasil e Estados Unidos, tem sido de absoluto superávit dos norte-americanos, totalizando 90 bilhões de dólares, como foi divulgado pelo Ministério da Industria no fim de 2018.

Em 2019, as expectativas eram de finalmente revertermos o placar, devido ao claro alinhamento político entre os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, mas a realidade acabou sendo um pouco mais amarga para o nosso lado.

Além dos recentes desentendimentos entre os líderes, até outubro desse ano (2019) o nosso déficit já estava na casa dos 350 milhões de dólares com relação aos EUA. Nesse mesmo período no ano passado, o nosso saldo era negativo em 839 milhões de dólares. Olhando dessa forma, podemos considerar uma melhora que abre bons precedentes para os próximos anos.

Ainda é cedo para apontarmos qualquer coisa para mal e para bem, mas o mercado do comércio exterior brasileiro tem se aproveitado muito dessa transição política, pois ainda conseguimos manter boas negociações com países de vários quadros políticos. Nesse ponto expandimos o número de opções para negociações internacionais.

Superávit na América do Sul

Se por um lado está difícil empatar com os EUA, por outro, aqui no cone sul estamos com o saldo bem positivo.

Com Colômbia, Paraguai e Chile temos um superávit de 1,1 bilhão de dólares, 721 milhões e 1,3 bilhão respectivamente. Essa superioridade na exportação para esses países tem sido uma constante ao longo dos anos, porém em 2019 especificamente aumentamos bem os valores exportados. 

Analisando tudo isso, a sensação que fica é que 2019 foi um bom ano para ingressar no comércio exterior, o Brasil passou a estar mais nos holofotes do mundo e várias demandas de vários segmentos foram sendo descobertas fazendo com que a economia mostrasse sinais de recuperação, mesmo que muito pequenos.

As expectativas dos especialistas enxergam para 2020 um cenário de maior estabilidade interna, com aprovação das reformas econômicas e tributárias, nosso país vai recuperar credibilidade no mercado internacional. Quanto aos EUA diretamente, o país irá passar pelas suas eleições presidenciais no ano que vem, portanto é difícil cravar alguma coisa antes do processo eleitoral americano discorrer.

É sempre melhor entrar no mercado quando ele está aquecido, mas não se engane achando que é mais fácil. Todas as preocupações pertinentes ao ingresso do seu negócio no comércio exterior vão se manifestar independente do tamanho da demanda. Por isso somos tão enfáticos quanto a necessidade de você conhecer ao máximo os meandros e os processos necessários, para que você não se aventure no escuro.

Entrar nesse universo sem saber exatamente o que irá enfrentar, pode rapidamente fazer com que sua balança comercial experimente muito déficit antes de conhecer o superávit.