Chegamos ao primeiro lugar na nossa lista dos 5 produtos mais importados pelo Brasil em 2019. A primeira olhada pode parecer ter um conflito com nosso artigo de semana passada, onde falamos sobre o óleo bruto de petróleo

Mas calma, na realidade apesar de parecidos, tem algumas diferenças fundamentais que vamos abordar aqui nesse artigo.

Para qual fim importamos?

Como dissemos no artigo sobre a exportação do petróleo bruto, o Brasil é um grande exportador do insumo, que no destino é refinado e tratado e acaba retornando ao país para o consumo interno.

Isso se deve a um fato que temos abordado muito por aqui, que são as indústrias de transformação brasileiras, que apesar de virem se modernizando ao longo dos anos, ainda estão longe da capacidade de produção ideal para que o refino de todo petróleo bruto seja feito aqui.

Por isso, importamos os óleos combustíveis de petróleo para suprir o consumo interno.

Por que importamos?

Além das razões estruturais citadas acima, o fato de que termos ótimos parceiros internacionais que compram o óleo bruto, faz com que as relações sejam estreitadas, propiciando vantajosas negociações na hora de importar o óleo refinado.

Outro ponto, é que para estar ocupando o primeiro lugar das importações brasileiras em 2019, significa que temos uma alta demanda por este insumo, ainda que em volume, os óleos combustíveis de petróleo representem apenas 7,3% do volume total importado, é uma quantidade expressiva.

De onde importamos?

Nesse ponto, nosso maior parceiro comprador são os Estados Unidos, de onde importamos 64% de todo nosso óleo combustível de petróleo importados em 2019.

Isso por um lado pode ser visto como uma parceria forte com os EUA, por outro, pode ser entendido como uma dependência grande do país, quando o assunto é combustível, tendo em vista que a contrapartida não acontece, pois, os americanos não são os que mais importam nosso óleo bruto como falamos no texto anterior.

Conclusão

O que podemos concluir é que apesar de liderar as importações brasileiras em 2019, não é um insumo tão atrativo para quem quer ingressar no comércio exterior, por ser um mercado já dominado pelas gigantes petroleiras.

O que enxergamos aqui como uma oportunidade latente, é o fato de que produzimos muito óleo bruto de petróleo, e que o investimento em indústria de refino, pode fazer com que dependamos cada vez menos da importação desse insumo para o mercado interno.

Ainda assim, notamos um padrão claro nas relações internacionais do Brasil com seus parceiros de negócios para certos segmentos, e nesse ponto podemos observar o surgimento de novas oportunidade.

E se tivermos uma ajudinha das autoridades federais, para que algumas barreiras alfandegárias sejam revistas para potencializarmos negócios no exterior, e sobre esse assunto, falamos bastante no último episódio do nosso podcast, confira.