Seguindo nossa lista dos países que mais importam do Brasil, temos em nono lugar o Japão.

Além de exportar sua cultura para o mundo através dos animes e comida, o Japão também tem se sobressaído no comércio exterior em várias outras frentes.

Para entendermos o avanço do país, é importante lembrarmos dos eventos históricos que abalaram a terra do sol nascente, quando na Segunda Guerra Mundial foram derrotados entrando num déficit financeiro oriundo de uma grande dívida externa que dura até os dias de hoje. O que houve a seguir foi uma reconstrução iniciada em pequenas fábricas muito mais voltadas ao ramo têxtil, depois as industrias foram sendo recuperadas, e enfim, nos anos 50 quando o Japão ingressou no FMI (Fundo Monetário Internacional) as coisas decolaram na economia.

As relações diplomáticas entre Brasil e Japão datam do final do século XIX, com um breve rompimento durante a Segunda Guerra que foi retomado logo após. No comércio, as relações foram intensificadas na década de 70 com a fundação da binacional Companhia de Promoção Agrícola, a CAMPO, voltada ao desenvolvimento agrícola do cerrado brasileiro. A comunidade nipo-brasileira é gigantesca, o que torna a relação dos países presentes no nosso cotidiano.

Balança comercial Brasil e Japão

Nos últimos anos houveram quedas constantes nos volumes transacionados entre os países, porém, recentemente, novas conversas foram abertas e acordos podem ser firmados em breve para aumentar as relações comerciais, inclusive tramita a possibilidade de um acordo de livre comércio entre Mercosul e Japão.

Como mencionamos, o Japão ocupou em 2019 a nona posição no ranking de importações, comprando US$ 4.765 bilhões de dólares e vendendo para o Brasil US$ 3.8 bilhões de dólares, gerando assim um superávit de 936 milhões.

Dentre os produtos que mais exportamos para o Japão, estão minérios de ferro, milho em grãos, carne de frango, soja e café, esses compõe quase 70% da nossa exportação para lá. A tendência é que com maior estreitamento das relações e os altos investimentos na nossa infraestrutura agrícola, essas transações aumentem em volume, gerando um superávit ainda maior em 2020.

Outro ponto a se considerar para 2020 é que o país irá sediar as Olímpiadas, e isso certamente irá injetar muito capital na economia japonesa, além de abrir oportunidades para estabelecer contatos de negócios por lá.

Portanto, como vimos, as relações Brasil e Japão são centenárias e apesar dos altos e baixos, tem tudo para acelerar nesse ano, quem sabe fazendo o país subir nesse ranking. A demanda por insumos agrícolas no país é crescente, pois sua população vem aumentando, então é bom ver se seu produto ou serviço atende alguma necessidade relacionada para criar boas chances de fechar negócio.

Para se aprofundar mais e saber sobre legislações e outras particularidades, nossa assessoria está pronta para ajudar.