A nossa viagem pelo Top 10 países exportadores desembarca em Hong Kong.

E você se pergunta: “Ué, a China não deveria estar mais bem colocada na lista?”

A resposta é sim.

Tanto que está. Mas Hong Kong, apesar de território chinês, tem algumas particularidades que a tornam financeiramente independente, tendo inclusive legislação própria relacionada ao comércio exterior. Ou seja, se você já está habilitado para negociar com a China achando que Hong Kong está incluso, pode se preparar para passar pela burocracia novamente.

Emancipação financeira e política

No último ano (2019) pipocaram nos noticiários mundiais vários protestos em Hong Kong que buscavam a independência. A região já pertenceu ao Reino Unido, e hoje faz parte da China, porém opera de forma quase independente, com uma pujança financeira invejável, sendo considerada a capital financeira da Ásia.

Em resumo, o que os manifestantes buscam nos protestos atuais é mais democracia para decidir as questões internas de Hong Kong e que fosse revogada a lei chinesa de extradição. Alguns avanços foram feitos, e as relações parecem caminhar pacificamente, porém a tensão ainda paira.

É bem verdade que a pandemia do novo coronavírus também desviou um pouco o foco dos países, e por enquanto a situação permanece estável.

Isto posto, devido ao seu tamanho territorial, certa liberdade financeira e volume de transações internacionais no último ano, Hong Kong figura nesse ranking de países.

Relações internacionais e com Brasil

Hong Kong tem uma economia muito forte, ocupa a 33ª posição das maiores economias de exportação, e no ano passado ficou na sétima colocação no ranking de maiores exportadores, e justamente por isso que estamos falando aqui.

Entre os maiores compradores estão a China, por motivos óbvios, Tailândia, India, Vietnã, entre outros países asiáticos. Seus maiores produtos de exportação sã o o ouro manufaturado e outras formas brutas, componentes eletrônicos e aparelhos para radiodifusão em geral.

Quanto ao Brasil, as relações comerciais são boas, e no ano passado foram favoráveis para nós. Apesar de não terem sido transacionados grandes volumes, ficamos com um superávit de 1,8 bilhões de dólares, onde exportamos 2,4 bilhões de dólares e importamos apenas 607 milhões.

E para corroborar o que mencionamos acima, o produto que mais compramos foram equipamentos de telecomunicações, incluído peças e acessórios.

Oportunidades no Futuro

Assim como o resto do mundo, Hong Kong também se vê em meio ao dilema provocado pela pandemia do novo coronavírus, onde tenta equilibrar as atividades econômicas com as ações de saúde pública.  Por estar próxima ao epicentro da pandemia, e ser como falamos, a capital financeira da Ásia, a região ainda pode sofrer com muitos focos da Covid-19, contudo tem os exemplos de Wuhan para seguir e tentar conter o avanço da doença.

Enfim, está tudo muito nebuloso ainda, e enquanto não tivermos novas informações sobre possíveis curas e tratamentos, o foco vai ser para resolver a situação. Em meio a tudo isso, a criatividade aflora e podemos ver oportunidades para negócios surgindo, principalmente por serviços que podem ser executados de forma remota.

Fique ligado no que sua empresa pode oferecer nesse momento e antes de agir, planejamento é a chave para investir no mercado internacional de forma assertiva.

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