Em meio ao caos da pandemia de coronavírus, nossa série de artigos vai viajar menos, vamos aqui do lado, para falar do Chile.

Vamos entender como o país está no top 5 que mais compraram insumos brasileiros em 2019.

Avanço econômico encontrou o caos político

No ano passado, o Chile sofreu com vários protestos, alguns até violentos, que culminou na mudança da final da Copa Libertadores da América, que seria disputada em Santiago, mas foi transferida para Lima, no Peru, para que se garantisse a segurança.

Isso não só expôs o caos chileno para o mundo, como também representou um baque econômico para a capital Santiago, que esperava aumentar suas receitas com os turistas que estariam no país para torcer pelos finalistas.

As manifestações se deram devido ao crescente desemprego no mais, somado ao alto custo de vida, isso tudo após uma onda de crescimento que vinha acontecendo nas últimas duas décadas.

Muitas são as possíveis razões desse colapso, e o Governo Chileno se mobilizou para amenizar a ira da população, mas ainda há muito a ser feito, porém, acredita-se que no momento estão engajados no combate ao coronavírus.

E mesmo com toda a turbulência, o Chile foi nosso quinto maior comprador em 2019, o que mostra que são bons parceiros de negócios do Brasil, e que precisamos ficar de olhos nas oportunidades a surgir, principalmente pela vantagem geográfica, pois estamos no mesmo continente e de quebra, somos colegas de Mercosul.

Relações de compra com o Brasil

No ano passado (2019) os volumes transacionados entre Brasil e Chile foram de mais de 8.3 bilhões de dólares, sendo 5.1 bilhões correspondente a exportações, o que nos deixou com um superávit de 1.9 bilhões de dólares na balança comercial.

Mesmo com números expressivos que colocaram o Chile no quinto lugar do ranking, podemos notar uma queda de quase 20% se comparado com os dados de 2018, um dos motivos da queda, podem ser as supramencionadas manifestações no país.

Dentre os produtos mais comercializados para o Chile, estão os óleos brutos de petróleo, carne bovina, produtos oriundos da indústria entre outros. Em contrapartida, o que mais compramos dos chilenos foi o cobre, o que não é nenhuma novidade, pois são os maiores produtores desse minério, que sempre foi o pilar da economia do país, desde os tempos da ditadura de Augusto Pinochet.

Enfrentando as crises

Como dissemos, o Chile vive suas próprias crises político-sociais, mas agora, como o resto do mundo, também está combatendo o avanço da Covid-19.

De certa forma, o país tem conseguido manter os números de contaminados baixo, pois adotou o isolamento rapidamente e tem feito bastante testes. Isso vai ajudar o país a passar por essa crise sofrendo o mínimo de danos na sua economia e salvando muitas vidas também.

Na américa latina, tem sido um modelo a ser seguido para o enfrentamento do coronavírus.

Em suma, vemos que o Chile é um parceiro de negócios muito bom para o Brasil, e quando vencermos essa crise da covid-19 e começarmos a retomada, devemos ter o país no nosso radar para possíveis oportunidades de comercio exterior.

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