Dolar Moeda

Se você pensa em aumentar suas margens de lucro importando produtos dos Estados Unidos ou China, mas está receoso por conta do dólar alto, já te adianto: não há com o que se preocupar.

Existe uma mística relacionada às oscilações da moeda, que fazem empresas e indústrias ficarem reticentes na hora de importar, e muitas vezes isso não passa de um pré-conceito que impede sua operação de crescer.

Então, vamos esclarecer algumas questões que vão te mostrar que ainda compensa importar mesmo com o dólar alto.

Normalmente a economia mundial se baliza segundo o valor do dólar, e o que é chamado de queda ou alta tem mais a ver com a economia do país em que você se encontra do que com o país de origem do dólar.

Por exemplo, se no Brasil o valor está em torno de R$ 4,00 e sobe para R$ 4,50, não quer dizer que o dólar passa a valer mais, pelo contrário, significa que o nosso Real está valendo menos.

Trocando em miúdos, o mercado passa a ver a economia do país como instável.

Mas existem alguns pontos que você pode se atentar e que vão te ajudar a importar mesmo com o dólar alto.

O primeiro deles é o volume.

É sempre muito mais vantajoso e rentável questionar junto ao seu fornecedor a quantidade ideal para estufar o container por inteiro e assim, todos os custos operacionais e impostos serão diluídos pela quantidade que está trazendo. Porém, essa prática pode deixar o valor da operação exorbitante ou a quantidade pode acabar sendo muito maior do que seu mercado consegue absorver.

Nesses casos, o importador pode escolher a opção de importação LCL (Less Container Load), que consiste em sua empresa importar apenas parte de um container, seja metade, um terço ou um quarto, dividindo-o com outros importadores, assim, otimizam-se os custos de operação (que vamos falar mais em um próximo artigo).

Para isso será necessário o intermédio de um Agente de Carga (NVOCC), que vai fazer todos os trâmites legais e operacionais, inclusive o que chamamos de consolidar a carga no embarque. Dessa forma, o importador consegue comprar um grande volume, porém na quantidade ideal para seu negócio, o que reduz os custos inclusive de câmbio, contornando o dólar alto.

Outro ponto importante na hora de importar um produto, é verificar se não há um similar nacional que faça a mesma função ou entregue o mesmo benefício ao seu cliente, pois assim você não só economiza dinheiro como também poupa muito tempo.

Para isso, temos o ex-tarifário, que abordaremos melhor em um próximo artigo também, mas em resumo é uma redução no imposto sobre bens de capital (BK) e bens de informática e tecnologia (BIT).

Essa redução proporcionada pelo ex-tarifário serve para desenvolver a indústria do nosso país, então só vale para importação de bens de capital e bens de informática que não possuam produção nacional. Por isso é importante verificar se não há um similar do seu produto que seja produzido por aqui.

Com tudo isso em mente, você terá que entender bem qual é a margem de contribuição desse produto para sua empresa, pois esse cálculo simples, esclarece quanta vantagem você consegue importando.

Portanto, se você se atentar a todos esses fatores vai ver que o custo-benefício da importação não é refém do valor do dólar.

E no próximo artigo falaremos de mais benefícios que um profissional de trade pode agregar no seu negócio, tornando a operação de comércio exterior bem mais fluída e rentável.

 

 

P.S. Na Samerica Trade temos também consultoria, para que você saiba qual o melhor produto para importar para o seu segmento e também te auxiliamos a entender o momento certo de importar, o quanto trazer e como se relacionar com o mercado exterior.

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