A vacina contra a Covid-19 finalmente está sendo produzida e distribuída, e o mundo finalmente vê um sinal de normalidade no seu futuro.

Porém, ainda existem desafios complicados para que a imunização de certo, e entre os grandes percalços, com certeza os logísticos são os que mais preocupam.

Por isso, vamos falar um pouco sobre os cuidados necessário durante o transporte internacional das vacinas.

Boa leitura.

Planejamento seguro, porém ágil

Desde que o corona vírus atingiu o status de pandemia em meados de março, já sabíamos que o mundo todo ia convergir para encontrar uma solução, e as conexões diplomáticas e comerciais entre os países seriam fundamentais para conseguirmos a viabilização de uma vacina.

Foi o caso do Brasil que há tempos firmou um acordo com a empresa chinesa Sinovac para a produção em conjunto da vacina Coronavac. Também já estamos em acordos avançados com a Inglaterra pela vacina de Oxford e também com a Pfizer, tudo isso para garantir a imunização da população o quanto antes.

No entanto, firmar acordos pela vacina foi só o primeiro passo, pois agora estamos nos deparando com uma segunda etapa bem mais delicada, a logística.

Será necessária uma rede de distribuição bem organizada, pois estamos falando de um país com proporções continentais que é o Brasil, e isso precisa sem muito bem planejado. Outro ponto a considerar é que há diferenças entre as vacinas produzidas, o que faz com que o transporte de cada um necessite de particularidades de manuseio e armazenamento. Um exemplo claro é a vacina da Pfizer, cujo o transporte precisa ser feito em temperaturas baixíssimas para que não perca o agente imunizante, e isso é um grande problema principalmente para despachar entre países.

Já temos notícias de que nos Estados Unidos a demanda por gelo seco cresceu absurdamente e está ficando escasso, pois é uma das formas de manter a vacina congelada.

Insumos e produção local

O comércio exterior e as relações internacionais têm sido imprescindíveis nesse momento, pois além da vacina em si, existem outros insumos que nosso país ira precisar, como seringa e agulhas. O ministério da Economia já divulgou que o plano de imunização irá custar em torno de 20 bilhões de reais para aquisição de todos os insumos necessários e para a logística envolvendo a vacina.

Vale lembrar que apesar do país estar recebendo doses de Coronavac diretamente da China, o acordo prevê que uma produção local seja feita em solo nacional, na parceria da Sinovac com o Instituto Butantã, por tanto ainda vamos precisar de muitos insumos para ter uma produção que viabilize a imunização.

Realmente, estamos vivendo um dilema onde precisamos o quanto antes da vacina mas temos que ser muito cautelosos com as questões de segurança, por isso que o trabalho em conjunto entre os países no campo diplomático e a colaboração prática na logística, é a única forma de termos uma solução factível para a pandemia.

Em suma, nós da Samerica Trade estamos otimistas, levando em conta como as relações entre os países tem transcorrido de forma satisfatório, agora nos resta aguardar e confiar nas benesses que o comércio exterior oferece para nossas vidas, mesmo que não percebamos.